#43 - Eu não acredito, mas que as há, há!

Escrito: sexta-feira, 23 de maio de 2014 por Nerd
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Há uns anos atrás, e já não me lembro porque razão, fui com a minha mulher a uma ervanária de uma conhecida da srª minha sogra. Eu nunca acreditei nessas tangas de curandeiros e bruxos, por isso ia muito céptico.
Essa senhora, que não vou mencionar o nome, já "tratava" da mãe da minha mulher faz vários anos, por isso sempre que aparecia alguma coisa que não era tratável pelos doutores convencionais era lá que se dirigia.
Como disse, fui lá não sei porquê e quando abriu a porta e saiu de lá com uma mulher que lhe agradecia encarecidamente, deparei-me com uma velhinha com cara simpátiquíssima, com algum excesso de peso e com alguma falta de cabelo.
- Então é assim com que se parece uma bruxa de verdade? - Lembro-me eu de pensar... - até que não está mal para o estereotipo a que estamos habituados...
Entramos para o gabinete da senhora e depois de alguma conversa da praxe com a minha mais-que-tudo, lá me sentei em frente a ela. Coloca-me a mão direita na cabeça e diz-me:
- Pense em Jesus...
E ela começa a rezar muito baixinho, as palavras eram imperceptíveis, mas o que é facto, é que sentia qualquer coisa no meu peito, um alivio, com se estivesse a respirar depois de estar muito tempo debaixo de água...
Quando acabou, pergunta-me se não tinha uma dor nas costas, tocando-me com uma palmada do meu lado esquerdo (no sitio exato onde tinha uma dor que não me largava à um par de semanas).
- Sim tenho. - respondi a medo - devo ter dado um jeito no trabalho ou enquanto dormia...
- Isso não é jeito nenhum, você tem é um pulmão infecionado, por isso lhe dói quando respira fundo, não é verdade?
- É...
Lá me deu uma série de medicamentos naturais, ruins de tomar comó caralho e passados dois ou três dias a dor tinha desaparecido.
Ainda hoje tento arranjar uma explicação de como ela sabia daquilo. Sei que ela não me conhecia, ou que os meus familiares lhe contaram das minhas dores, até porque eu não tinha comentado com eles, não tinha ido lá por minha causa, disso lembro-me eu, e fui atendido não estando a contar com isso...

E só espero que não me aconteça nada depois de publicar isto... por isso se não voltar a dar sinal já sabem...

11 comentários:

  1. Mónica says:

    Eu acredito. Se deixar de haver coisas por explicar, qual é a piada de andarmos por cá?

  1. eu tb gosto de acreditar ;)

  1. Su says:

    Eu também sou céptica com essas coisas, mas as vezes acontece com cada coisa que deixa uma pessoa completamente a nora...

  1. Eu acredito que há pessoas que realmente têm um dom. O problema é existirem as outras que não têm, mas que se aproveitam de tudo isto para aldrabar uns quantos

  1. JS says:

    A minha filha, quando era pequenita sofria muito do estômago. Andava períodos largos a vomitar e sem apetite. Os médicos diziam que era gastroenterite, mas os medicamentos não faziam nada.
    Um dia a miúda já andava assim havia uma semana, estava magra que nem um cão vadio e aconselharam-me uma velhota que benzia o mau-olhado e tratava de bucho virado.
    Fomos lá e ou que fosse com rezas ou com as massagens, certo é que naquela noite já jantou e ficou boa da "gastroenterite".
    Daí em diante, sempre que o estúpido do avô a sacudia e mandava ao ar, a primeira coisa que fazia era dar uma descasca ao velho de modo a ele perceber que para mim não passava dum metenojo e de seguida levava a miúda à velhota, que a deixava como nova. xd

  1. Acredita que foi mesmo uma experiência brutal!! E se por acaso algum dia tiveres curiosidade ou gostares de ir ver, eu incentivo-te a ir, porque acredita que não te irás arrepender :'D

  1. Patrice says:

    Tu vê lá a tua vida home! Eu sou exactamente como o titulo deste post, eu não acredito, mas que as Há, Há :P

  1. Aaminah says:

    há coisas que não se explicam :)

  1. Já disse que a vida é feita de mistérios, e cabe a nós desvendá-los!
    Mas já lidei com várias pessoas dessas ao longo da minha vida :)

  1. Nerd says:

    Depois desta já tive uma outra situação com a minha filhota, ela estava doente no dia anterior a irmos de férias, quase estivemos para não ir, mas a tal senhora pelo telefone disse para nós irmos descansados que iria rezar por ela... no dia seguinte parecia que me tinham trocado a criança... já pulava, cantava, comia bem...

    Elas andem mesmo aí...